sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CORAÇÃO GRATO

Quem pediu para nascer? Quem escolheu estar aqui? Comparar a vida de uma pessoa com outra, ou seja, comparar vidas, sem levar em conta, ambiente, experiências de vida, dores e perdas, não é um jeito inteligente de se viver. Achar-se superior ao outros te leva automaticamente para a zona de rebaixamento no conceito de Deus. O coração que mais agrada a Deus, não aquele cheio de orações bonitas e discursos enfeitados, mas sim, o coração mais belo é aquele que é grato pela vida. Aqueles que possuem este coração grato devem levar os outros a mesma esperança de se viver. Ser Santo não é viver de cara emburrada com braços cruzados, mas sim, com alegria transbordante levar os outros a serem gratos por um Deus que em tudo perdoa. Como aquela música: “Obrigado meu Senhor por mais um dia amanhecer. Obrigado meu Senhor por tudo isso acontecer. Que eu possa ver.”

Alexandre Trajano de Lima


terça-feira, 8 de outubro de 2013

O CAÇADOR DA FÉ

Levo no sangue as marcas de um espirito aventureiro, um amador, no sentido principiante, das descobertas do avanço do próprio ser, que sou eu. Passei por vários terrenos, e olhando para trás vi que foram vários quilômetros percorridos, mas olhando para frente vejo que há muito mais para se percorrer. Como me disse um saudoso amigo: “A mais longa viagem que alguém pode fazer é da mente ao coração”. Ligado aquilo que sou e ligado ao que tenho, resta-me aceitar o compêndio de viver com que se tem, colocar na mochila o necessário e buscar a fé. Quem quiser me seguir, que me siga, mas não será fácil pois buscar o que não se pode provar pode tornar alguém perdido, mas sei que compensará. Caçadores da fé existem vários, mas quando a buscarem, busquem o caminho do seu coração, pois o que nunca podemos perder é a fé na vida.

Alexandre Trajano de Lima


domingo, 6 de outubro de 2013

OS DOIS LADOS

E Tim Maia já cantava que na vida uns nascem pra sofrer enquanto outros riem. Enquanto uns tem demais outros não tem nada. Enquanto uns estão amando outros estão sendo odiados. Deveria então o que tem muito repartir com o que tem pouco? Deveria então o que tem pouco pedir ao que tem muito? Nesta vida nem tudo será igual a todos, quando se ganha algo, também se perde algo. Nos polos opostos da vida, sempre o mal e o bem. Conforme-se com o que tem, para que um dia quando você tiver muito, não se esqueça que um dia você teve pouco.

Alexandre Trajano de Lima


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A VIDA

A vida está ai, no seu aspecto mais importante, a nossa satisfação pessoal. O que eu comi hoje? Caduco em meus pensamentos e não acho uma única ação em minha vida que compense o que Deus já me fez. A vida está ai, em seu âmbito mais real, o nosso desejo de ser maior do que o outro. Gostaria que as pessoas tivessem olhos, não para olhar o mais belo que passa na rua, mas que as pessoas tivessem olhos para olharem os mais rejeitados. Um dia aparecerá um que vai fazer as pessoas realmente enxergarem 360º na vida. A vida está ai, para me mostrar que não sou o centro dela, que caio e me levanto todos os dias. A vida me mostra que não mereço o que tenho, pois aqueles que não têm, são superiores a mim em sua forma de enfrentarem a vida. A vida me mostrará que a minha mesa está farta, mas outros nem uma mesa tem. A vida me mostrará mais ainda, me mostrará que nunca faço o que deveria, mas de todo certo, acredito que um dia farei.

Alexandre Trajano de Lima


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BARULHO

Há um barulho que também incomoda, é o barulho das preocupações. Vozes interiores que não deixam que fiquemos em paz. São as vozes das cobranças, do futuro que ainda não chegou, das cobranças da sociedade, uma voz da nossa própria inquietação e cobiça. O mundo produz muito barulho, o barulho incomoda demais. Não conseguimos pensar, não conseguimos raciocinar o que queremos da vida. Precisamos silenciar, precisamos ouvir a voz que nos inquieta. Muitos reclamam que Deus não fala, mas Deus fala. Deus fala no silêncio do seu coração. Deus fala na ausência do barulho do mundo que tanto você quer escutar. Precisamos silenciar o mundo que inquieta o nosso interior, mas isso se dará, não quando tapamos os ouvidos, mas quando abrimos a voz do coração para o silêncio de Deus.

Alexandre Trajano de Lima



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FUGIR, FUGIR

Fugimos de muitas coisas na vida: fugimos das tristezas, fugimos das decepções, fugimos da feiura, fugimos dos relacionamentos, fugimos de casa, fugimos dos amigos, fugimos de uma conversa, fugimos do contato físico, fugimos dos sentimentos, fugimos das responsabilidades, fugimos do olhar, fugimos da solidão, fugimos da humildade, etc. Fugimos de um monte de coisas, e nem sempre dá certo. Fugimos até de Deus! Este é mais complicado, fugir de Deus. É mais fácil fugir do que encarar. Mas fácil é se livrar logo e logo fugimos de novo. Há um lugar que nós não podemos fugir, uma pessoa que nunca conseguiremos fugir, e essa pessoa somos nós mesmos.

Alexandre Trajano de Lima



terça-feira, 1 de outubro de 2013

FRANKENSTEIN DO AMOR

Tem pessoas que sonham com o super-relacionamento. As pessoas sonham que a pessoa perfeita tem que ter rosto de ator, corpo de atleta, inteligência de Einstein, altura de jogador de basquete, riqueza de Bill Gates, força de Hulk mas mansidão de um gato, que seja aluno de Harvard mas tempo de preguiçoso, que seja Santo como um Papa mas picante nas pegadas, enfim... Assim montamos o nosso quebra-cabeça, e quando está montado, desmontamos de novo, ou seja, nunca estamos satisfeitos. Cada ser humano deve ser visto como um todo e não por partes, criando assim, uma imagem distorcida. Não posso montar uma pessoa, como em um self-service, querendo que ela tenha tudo o que me agrada. E quanto a mim, o que eu tenho para oferecer? Quando as pessoas entenderem que quando se escolhe alguém para estar ao lado, e elas compreenderem, que, quem escolhe é quem deve se doar, o relacionamento florescerá. Não é o que a outra pessoa me oferecer, é o que eu posso oferecer a ela. Não façam um Frankenstein do amor, mas do amor, façam com que vocês se tornem peças fundamentais de uma criação maior, que é a felicidade do outro. 

Alexandre Trajano de Lima