quinta-feira, 7 de junho de 2012

APRENDA A PERDER

Aprendi a perder muitas coisas na vida, juntar tudo é difícil, leva tempo, mas perder é de uma hora para outra. Ganhei a vida em 22 de Agosto (não precisa do ano), ganhei meu nome Alexandre, junto também ganhei a morte. Ganhei a vida mas perdi a chance de não ter vindo e de evitar dores. Ganhei muitos amigos, mas perdi a particularidade, pois em cada um deixei memórias boas ou ruins. Ganhei a fé mas perdi a chance de viver sem ver meus pecados, minha nudez, minhas vergonhas. Ganhei, gastei...a cada dia perco algo, ganho e perco. Enquanto estou escrevendo isto estou perdendo segundos, minutos. A cada dia que vivo, que respiro, que rio, que choro, que ganho, eu perco mais um dia de minha vida. Inevitavelmente estou perdendo o bem mais precioso que Deus me deu, minha vida.



E DIGO MAIS...

QUEM JÁ PERDEU, CUIDE PARA QUE NÃO SE PERCA MAIS. SE NÃO QUER PERDER ENTÃO NÃO COMECE.
QUEM TEM, CUIDE PARA QUE NÃO SE PERCA, CUIDE PARA NÃO ACABAR.

QUEM PERDEU SOFRE E DESEJA UM, MAS QUEM TEM TALVEZ QUEIRA PERDER. POIS O QUE PERDE SOFRE E O QUE TEM DESPERDIÇA.

POR ISSO EU DIGO PARA VOCÊS AMIGOS, RESPEITEM SEUS COMPANHEIROS. E FELIZ DIA DOS NAMORADOS!! PARA QUEM TEM ÓTIMO PARA QUEM NÃO TEM, COMO EU, PACIÊNCIA....HÁ EU FALAVA DO AMOR. O AMOR É TUDO.



Alexandre Trajano





CAVALEIROS DO ZODIACO

Quem é "das antigas" assim como eu, bem...não tão "das antigas", assistiu Cavaleiros do 
Zodiaco. Foi uma "febre" aqui no Brasil. Repetiu muitas vezes e cada vez que repetia eu 
assistia. Mas eu aqui, sem fazer nada, em minhas "diarréias mentais" chamou-me a atenção 
um personagem em especial, O cavaleiro de Ouro de Gêmeos. Na história ele é o vilão, em 
uma parte ele aparece do bem, com voz serena e calma, em outra parte com voz de 
homem mal e sinistro. Sua armadura tem uma máscara que em um lado tem uma face alegre e outra triste. Duas faces em um, duas pessoas em um. Bem meus amigos, nesta vida encontrei muitos cavaleiros de gêmeos pelo mundo afora, duas caras, duas personalidades, bem e mal convivendo em uma única pessoa. Nesta história me enquadro muito bem nela, embora eu seja do signo de Leão, tenho um pouco de Gêmeos também.

Paz do Senhor Jesus a todos





quarta-feira, 14 de março de 2012

Cresce o número de evangélicos sem ligação com igrejas

Cresce o número de evangélicos sem ligação com igrejas


Especialistas dizem que processo pode ser análogo ao de quem se identifica como 'católico não praticante'Pesquisa mostra que, entre 2003 e 2009, fatia de fiéis que dizem não ter vínculo institucional saltou de 4% para 14%


Verônica de Oliveira, 31, foi batizada católica e vai à missa aos domingos. No entanto, moradora do morro Santa Marta, no Rio, é vista com frequência também nos cultos das igrejas evangélicas Deus é Amor e Nova Vida.Quando questionada sobre sua filiação, dispara: "Nem eu sei explicar direito. Acho que Deus é um só".

Em cada igreja, ela gosta de uma característica. Na Católica, são os folhetos distribuídos na missa. Na Deus é Amor, "um pastor que fala uma língua meio doida".

Na Nova Vida, aprecia o fato de lerem bastante a BíbliaMais do que trair hesitações teológicas, casos como o de Verônica, de "religiosos genéricos", que não se prendem a uma denominação, crescem nas estatísticas.

Um bom indício do fenômeno surge nos dados sobre religião da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), do IBGE, que pesquisou o tema em 2003 e 2009. No período, só entre evangélicos, a fatia dos que se disseram sem vínculo institucional foi de 4% para 14% -um salto de mais de 4 milhões de pessoas.

Entram nesse balaio, além de multievangélicos como Verônica, pessoas que não se sentem ligadas a nenhuma igreja específica, mas não deixaram de considerar-se evangélicos, em processo análogo ao dos chamados "católicos não praticantes".

A intensidade exata do fenômeno só será conhecida quando saírem dados de religião do Censo de 2010.

No entanto, para especialistas consultados pela Folha, a pesquisa, feita a partir de amostra de 56 mil entrevistas, é suficiente para dar boas pistas do movimento.

O pesquisador Ricardo Mariano, da PUC-RS, reconhece que vem ocorrendo aumento de protestantes e pentecostais sem vínculos institucionais, ainda que ele tenha dúvidas se o crescimento foi mesmo tão intenso quanto o revelado pelo IBGE.

INDIVIDUALISMO



Para ele, a desinstitucionalização é resultado do individualismo e da busca de autonomia diante de instituições que defendem valores extemporâneos e exigem elevados custos de seus filiados.

De acordo com o professor, parte dos evangélicos adota o "Believing without belonging" (crer sem pertencer), expressão cunhada pela socióloga britânica Grace Davie sobre o esvaziamento das igrejas ao mesmo tempo em que se mantêm as crenças religiosas na Europa Ocidental.

Para a antropóloga Regina Novaes, uma pergunta que a pesquisa levanta é se este "evangélico genérico" tem semelhanças com o católico não praticante. Para ela, "ambos usufruem de rituais e serviços religiosos mas se sentem livres para ir e vir".

Diana Lima, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos, levanta outra hipótese: "Minha suspeita é que as distinções denominacionais talvez não façam para a população o mesmo sentido que fazem para religiosos e cientistas sociais. Tendo um Jesus Cristo ali para iluminar o ambiente, está tudo certo".

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais.

No caso dos sem religião, eles foram de 5,1% da população para 6,7%. Embora a categoria seja em geral identificada com ateus e agnósticos, pode incluir quem migra de uma fé para outra ou criou seu próprio "blend" de crenças -o que reforça a tese da desinstitucionalização.

Para o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, o que está ocorrendo é um processo de democratização religiosa, "com todos os problemas da democracia".

O maior perdedor é a Igreja Católica, que ficou sem seu monopólio. Segundo Alves, ela vai ceder mais terreno, porque os católicos se concentram nas parcelas de menor dinamismo demográfico.

Já os evangélicos ainda vão crescer muito, garante o demógrafo, pois ganham entre as parcelas da população que têm maior fecundidade.

Outro dado interessante da POF é que aumentou o número dos que declararam uma religião não identificada pelos pesquisadores, o que indica que na década passada mais igrejas surgiram e passaram a disputar o "supermercado da fé", na expressão depreciativa utilizada pelo papa Bento 16.
Por ser amplo, o levantamento permite também identificar, denominação por denominação, o tamanho de cada igreja.



A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, registrou queda de 24% no número de fiéis. O recuo pode estar relacionado com a criação de igrejas dissidentes.



Ao analisar os números, porém, os pesquisadores consultados dizem que é preciso esperar o Censo para confirmar esse movimento.

ANTÔNIO GOIS
DO RIO
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1508201102.htm